terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Leve carícia ...


Quero . . .
a descoberta dos pontos cardeais na ponta da carícia dos meus dedos . . .
navegar nesse mar . . .
onde o destino se veste de enigmático desconhecido e onde as ondas são carícias melodiosas do teu e do meu querer !!!

12 comentários:

©efeneto disse...

Mas esse mar,
esses pontos cardeais,
essa floresta viva.

imagens que a câmara aprisiona,
verde, como raio de inverno em Agosto,

Nem na minha retina,
Nem na minha ruína.


Toda essa subtil transparência
- como espelho e chuva fina,
não passa de meu esboço.

Beijo de amizade com uma leve caricia.

Daniel C.da Silva disse...

BELO POEMA E A FOTO DA BÚSSOLA ILUSTRA-O IGUALMENTE BEM :)

GarçaReal disse...

No navegar da vida existe sempre uma procura, que por vezes é encontrada na imensidão de um sonho realizado.

Lindo o texto e belas as fotos

Bjgrande do Lago com um sorriso bem especial de amizade e carinho

paulofski disse...

Deixo um sorriso e uma palavra de carícia por tão belo instante que descreves.

Graça disse...

Fortes...poderosas...as palavras, que resumem o querer.

Beijo com carinho

- Moisés Correia - disse...

Lá fora chove o calado momento
Que repassa na alma, ansiedades…
Saltam inquietas chamas de dentro
Do meu peito, alagadas saudades

Um fim-de-semana ensopado
De paz e harmonia…
De coração ornamentado
De muita alegria

O eterno abraço…

-Manzas-

©efeneto disse...

...de passagem...deixo um beijo de amizade.

_E se eu fosse puta...Tu lias?_ disse...

Sarava!!!!


Adorei o teu norte;)


beijinhos

Gata Verde disse...

Belas as tuas palavras!!

beijinhos

©efeneto disse...

Uma leve caricia a aconchegar o seu fim de semana. Beijo.

©efeneto disse...

Quando um homem se coloca nas vezes de uma mulher...
Começamos por vacilar entre bonecas e mini saias, baralhadas, ainda a contas com a infância, mas já à mercê de uma espécie de pipocas que explodem no sangue a que chamam hormonas A puberdade sempre foi uma fase de transição, mas agora passa a correr. Acho que são “programas de culto” como os Morangos e as revistas muito à frente para esta faixa etária – li há tempos numa revista, líder deste segmento, que “o esperma não tem calorias, por isso não engorda” – que nos tiram a inocência assim como quem tira uma bejeca à pressão.

Depois, com os 18 anos, vem a maioridade, o nosso primeiro passo na vida adulta. Para as radicais é aqui que a juventude fica à porta. As mais complacentes aceitam esperar até aos 25 – afinal o términus oficial da juventude – para decretar que estão a deixar de ser novas.

Estas constatações, embora sorridentes, anunciam a aproximação da nossa primeira crise, antecipada em dez anos, que assinala a chegada dos 30. Já inteiramente reconhecido, este ritual de passagem ganhou até o direito à depressão, antes apenas reservado às que completavam 40 anos.

Quando balzaquianas vivemos no limbo, entre a juventude e a meia-idade, em contagem decrescente e em contra-relógio, porque já não temos muito tempo. Como a independência se conquista cada vez mais tarde, acontece-nos tudo nesta fase da vida: casamentos, filhos, separações, consolidação de carreiras, compra de casa. Por isso não temos tempo a não ser talvez para registar – oh céus! - a chegada dos primeiros cabelos brancos.

Na outra margem, organizam-se as que já não podem lamentar a passagem dos anos, por uma questão… de idade. Nesta fase permitimo-nos alguns desabafos, mas só em certas circunstâncias e com contenção, pois não é de bom tom induzir os outros, por cortesia, a entrar em negação. É também chegada a altura de renovarmos o vocabulário. Não se diz velha, diz-se madura. Do nosso discurso passam a constar genuínas declarações acerca da satisfação que é descobrir a vida aos quarenta e aos cinquenta. Há revistas especializadas em felicidade que nos ensinam a articular estes chavões e sobretudo a consolidar a ideia de que pensar de outra forma é impensável.

Cuidamos do corpo mais que nunca, investimos em botox, em massagens, em silicone, em cremes com extractos de placenta, numa fuga para a frente que prossegue, se a saúde colaborar, até à idade da reforma.

Chegadas a este ponto podemos, finalmente, serenar. E sem luta, sem angústias, viver em comunhão com a Natureza tal como há muitos anos quando ainda andávamos de cócoras a observar o movimento das formigas e a nossa identidade sexual era uma coisa relativamente inócua e sobretudo muito pouco exigente. Uffff!!! Acho que está na hora de lhe desejar um feliz aniversário acompanhado por um ramo de beijos multicolores.

Oliver Pickwick disse...

E com a sua sensibilidade, nem precisa de bússola, astrolábio ou sextante. Como o seu antigo conterrâneo, o infante D. Henrique, de Sagres, é exímia navegadora.
Um beijo!