De repente sinto-me a navegar nesse mar que é a Vida.Deixo-me levar pelas incertezas, ondulantes, inconstantes
Que assolam o meu espírito por mais do que breves instantes
E que fazem questão de mostrar que nada é ou será como antes
O mar está calmo ou nem por isso?
Tempestades carregadas com problemas surgem sempre sem aviso
Fazem-me baloiçar, oscilar, vacilar
Provam que nem sempre estou preparada,
As ondas elevam-se e sinto-me indecisa
Remar em sentido contrário ou para onde estou virada, inclinada?
Tento manter a calma, respirar calmamente
Não vale a pena mergulhar na incerteza
Não vale a pena mergulhar na incerteza
Querer separar o corpo da mente,
A corrente pode ser fraca ou puxar com firmeza
A maré enche de alegria ou esvazia de tristeza
E os dias passam de forma dormente
Sinto-me a navegar nesse mar que é a Vida,
Guio-me pelas estrelas, pela sua luz amiga, familiar
Por entre nuvens de questões a pairar
Mas a viagem só ficará cumprida
Quando encontrar o farol que ilumine os sonhos por realizar . . .
Sophia de Melo Breyner Andresen




5 comentários:
Sofia é sempre Sofia, sempre belo.
Beijos
Pelo visto o tempo anda curto, hein Sunshine? Mas, escolheste uma boa substituta, além da canção do Bocelli.
Começou a contagem regressiva para o Natal? Me lembro que no mesmo período do ano passado a frequência dos seus posts foi reduzida.
Um beijo!
Claro que o poema é muito belo, assim como a música.
A vida é mesmo um navegar....
Bjgrande do Lago
:) de amizade
Belo poema de Sophia. Bora encontrar o farol!
Bjs
Ola
tudo bem?
espero que sim
gostava que fosse a
www.avanessaguerradesafio.blogspot.com
e que votasse na minha tela
beijinhos
Carla Cunha
Enviar um comentário