segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Navegar ...

De repente sinto-me a navegar nesse mar que é a Vida.
Deixo-me levar pelas incertezas, ondulantes, inconstantes
Que assolam o meu espírito por mais do que breves instantes
E que fazem questão de mostrar que nada é ou será como antes
O mar está calmo ou nem por isso?
Tempestades carregadas com problemas surgem sempre sem aviso
Fazem-me baloiçar, oscilar, vacilar
Provam que nem sempre estou preparada,
As ondas elevam-se e sinto-me indecisa
Remar em sentido contrário ou para onde estou virada, inclinada?
Tento manter a calma, respirar calmamente
Não vale a pena mergulhar na incerteza
Querer separar o corpo da mente,
A corrente pode ser fraca ou puxar com firmeza
A maré enche de alegria ou esvazia de tristeza
E os dias passam de forma dormente
Sinto-me a navegar nesse mar que é a Vida,
Guio-me pelas estrelas, pela sua luz amiga, familiar
Por entre nuvens de questões a pairar
Mas a viagem só ficará cumprida
Quando encontrar o farol que ilumine os sonhos por realizar . . .

Sophia de Melo Breyner Andresen

5 comentários:

Ana Camarra disse...

Sofia é sempre Sofia, sempre belo.

Beijos

Oliver Pickwick disse...

Pelo visto o tempo anda curto, hein Sunshine? Mas, escolheste uma boa substituta, além da canção do Bocelli.
Começou a contagem regressiva para o Natal? Me lembro que no mesmo período do ano passado a frequência dos seus posts foi reduzida.
Um beijo!

GarçaReal disse...

Claro que o poema é muito belo, assim como a música.

A vida é mesmo um navegar....

Bjgrande do Lago

:) de amizade

paulofski disse...

Belo poema de Sophia. Bora encontrar o farol!

Bjs

Anónimo disse...

Ola
tudo bem?
espero que sim

gostava que fosse a

www.avanessaguerradesafio.blogspot.com

e que votasse na minha tela

beijinhos

Carla Cunha